domingo, 28 de novembro de 2010

Dac história - Propagandas politicas

Getulio Vargas

Getulio Vargas

                                               
                                                     Dutra

                                                         JK

João Goulart

Castelo Branco

 José Sarney

Collor

 Itamar Franco

                                                      Itamar Franco

Fernando Henrique Cardoso

                                                                 Lula

 
Dilma







Dac Matemática - Dados analfabetismo no Brasil

Dac Matemática - Votos inválidos - Eleições 2010

Dac Matemática - Dados eleições 2010

Mesmo derrotado, o presidenciável José Serra (PSDB) conseguiu vencer o segundo turno da disputa à Presidência da República em 14 capitais de todo o país. Dessas, ganhou em três cujos prefeitos o apoiaram, e em 11 delas o tucano superou o apoio dos prefeitos à presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Por outro lado, a petista ganhou do rival em 12 capitais - dez delas administradas por aliados, e em outras duas comandadas por prefeitos que se aliaram ao ex-governador de São Paulo, segundo levantamento feito pelo UOL Eleições.

Na última rodada de votação, o tucano foi apoiado pelos administradores de cinco capitais, três delas no Sul e Sudeste: Florianópolis (Dário Berger, PMDB), São Paulo (Gilberto Kassab, DEM) e Curitiba (Luciano Ducci, do PSB, declarou-se neutro, mas sucedeu o tucano Beto Richa, de quem era vice, no comando da cidade). Também estiveram ao lado do presidenciável os prefeitos de São Luiz (João Castelo, PSDB) e Cuiabá (Chico Galindo, PTB).
Já a ex-ministra-chefe da Casa Civil teve o apoio dos administradores de outras 21 capitais, sem contar o Distrito Federal, cujo governador Roberto Rosso (PMDB) assumiu de forma indireta para suceder José Roberto Arruda (DEM), antigo aliado de Serra, não declarou voto.

Das 12 capitais em que Dilma bateu o adversário, seis ficam no Nordeste: Salvador (João Henrique, PMDB), Recife (Milton Coelho, PSB, prefeito em exercício, substituindo João da Costa, do PT), João Pessoa (Luciano Agra, PSB), Fortaleza (Luizianne Lins, PT), Teresina (Elmano Férrer, PTB) e São Luiz (João Castelo, PSDB), esta última administrada por um aliado de Serra. Na região, a petista perdeu para o adversário em Aracaju (Edvaldo Nogueira, PCdoB),  Maceio (Cícero Almeida, PP) e Natal (Micarla Souza, PV), todas com prefeitos entusiastas de sua candidatura. Nas capitais, Dilma obteve seu melhor resultado em Manaus (Amazonino Mendes, PTB): venceu Serra por 79,11% a 20,89%. Já o tucano teve seu melhor desempenho em Rio Branco (Raimundo Angelim, PT), tradicional reduto petista, onde ganhou por 73,29% a 26,71%.
Prós e contras

Serra bateu a adversária em São Paulo (Gilberto Kassab, DEM), Florianópolis (Dario Berger, PMDB) e Curitiba (Luciano Ducci, PSB, sucessor do tucano Beto Richa), cujos prefeitos apoiaram a candidatura tucana desde o primeiro turno. Ele também venceu a petista em 11 capitais pró-Dilma.
São elas: Rio Branco (Raimundo Angelim, PT), Boa Vista (Iradilson Sampaio, PSB), Natal (Micarla Souza, PV), Maceio (Cícero Almeida, PP), Aracaju (Edvaldo Nogueira, PCdoB), Belém (Duciomar Costa, PTB), Goiânia (Paulo Garcia, PT), Campo Grande (Nelson Trad Filho, PMDB), Vitória (João Carlos Coser, PT), Belo Horizonte (Márcio Lacerda, PSB) e Porto Alegre (José Fortunati, PDT).

Dilma, por sua vez, superou apoios ao rival em apenas duas cidades: Cuiabá (Chico Galindo, PTB, que sucedeu o tucano Wilson Santos, de quem era vice) e São Luiz (João Castelo, PSDB). Além desses muncípios, venceu em outros 10 em que tinha apoiadores no comando da prefeitura.
São eles: Rio de Janeiro (Eduardo Paes, PMDB), Salvador (João Henrique, PMDB), Recife (Milton Coelho, PSB), João Pessoa (Luciano Agra, PSB), Fortaleza (Luzianne Lins, PT), Teresina (Elmano Férrer, PTB), Palmas (Raul Filho, PT), Macapá (Roberto Góes, PDT), Manaus (Amazonino Mendes, PTB) e Porto Velho (Roberto Sobrinho, PT).

Dac Matemática - Estados conquistados por partido

Dac Matemática - Ibope - Intenção de votos para Presidente 2010

Dac Matemática - Dados de pesquisa do IBGE


Pesquisa do IBGE revela diferenças entre governos Lula e FHC


O Brasil melhorou ao longo dos últimos anos. Isto transparece na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também constata a persistência de problemas como o analfabetismo, trabalho infantil (embora em queda) e domicílios sem acesso a rede de esgoto, entre outros.

A população brasileira cresceu 1% e totalizou 191,8 milhões de pessoas em 2009. É um contingente numeroso, o quinto maior do mundo, que hoje vive uma situação econômica um pouco mais confortável e promissora do que nos anos 1990, conforme revelam as estatísticas do IBGE.

Em ascensão


O rendimento médio mensal real de todas as fontes – incluindo os programas de transferência de renda – das pessoas com 10 anos ou mais de idade subiu 2,3% entre 2008 e 2009, pulando de R$ 1.064,00 para R$ 1.088,00, completando a quinta alta seguida desde 2004.

A renda domiciliar média mensal real cresceu 1,5%, passando de R$ 2.055,00 em 2008 para R$ 2.085,00 no ano passado. No acumulado desde 2004, o rendimento domiciliar acumulou 19,3% de alta. O índice de Gini, que mede a desigualdade social, caiu entre 2008 e 2009 para os domicílios particulares permanentes com rendimento de qualquer fonte. Neste caso, o indicador passou de 0,514 em 2008 para 0,509 no ano passado – quanto mais perto de zero, menor é a desigualdade.

Herança neoliberal


A renda mensal do trabalhador cresceu pelo quinto ano consecutivo. Todavia, ainda não recuperou os níveis da década de 1990. Em 2009, a renda média cresceu 2,2% e chegou a R$ 1.106. Já entre 2004 a 2009, a renda teve expansão de 20%. Mas o recorde ainda é o de 1996, que não considerava as regiões rurais da região Norte, quando o rendimento médio do trabalhador chegava a R$ 1.144. Na mesma comparação entre 2009 e 1996 --excluindo as áreas rurais--, a renda média no ano passado subiria para R$ 1.111.

De 1997 a 2004, o rendimento do trabalhador manteve queda constante, e a perda acumulada chegou a 18,1%, fechando 2004 em R$ 926 - o menor valor foi apontado em 1992, primeiro ano da série, com R$ 799. Os trabalhadores do Nordeste tiveram renda média de R$ 734 em 2009, a menor entre as regiões do país. No Centro-Oeste, os trabalhadores receberam R$ 1.309 médios, a maior do país.

Tais números refletem com fidelidade o buraco que o neoliberalismo deixou no bolso da classe trabalhadora. Foi uma herança perversa. Os governos FHC se notabilizaram pelo desemprego em massa, o arrocho dos salários e a progressiva precarização das relações trabalhistas.

Desigualdade e analfabetismo


Apesar da ligeira redução do índice de Gini, a desigualdade permaneceu alta no país. Os 10% da população ocupada com os rendimentos mais elevados concentraram 42,5% do total da renda do trabalho. Já os 10% com renda mais baixa foram responsáveis por apenas 1,2% das remunerações.

Outro problema que persiste aparentemente intocado é o analfabetismo, velha vergonha nacional. Em pleno século XXI, o Brasil ainda possui 14,1 milhões de analfabetos, o que corresponde a 9,7% da população com 15 anos ou mais de idade. Na comparação com 2008, houve queda de 1%. Naquele ano, a taxa de analfabetismo era de 10%. De 2004 a 2009, a taxa recuou apenas 1,8 p.p. (ponto percentual).

A distribuição regional do analfabetismo reflete as desigualdades nacionais. No Nordeste, 18,7% da população é analfabeta, ante 19,4% em 2008 e 22,4% em 2005. No Norte, os analfabetos representam 10,6% da população; no Centro-Oeste, significam 8%, e 5,7% no Sudeste. No Sul, temos a menor proporção: 5,5%.

Escolaridade melhora

O analfabetismo é maior entre os mais velhos, o que não deixa de sinalizar certo avanço. Do total de pessoas sem estudo, 92,6% têm 25 anos ou mais. Entre as pessoas com 50 anos ou mais, 21% não sabem ler e escrever. De 40 a 49 anos, são 9,3% de analfabetos. Na avaliação dos indivíduos de 15 a 17 anos, 1,5% são analfabetos. Entre a população de 18 a 24 anos, essa proporção chega a 2,1%.

O nível de escolaridade da população melhorou. Do total da população com mais de 25 anos de idade, 10,6% tem nível superior completo, ante 8,1% em 2004. Entre essa parcela da população, 12,9% não têm instrução --contra 15,7% em 2004. Outros 36,9% têm o ensino fundamental incompleto, e 8,8% finalizaram o ensino fundamental. Já 23% da população têm o ensino médio completo.

Mercado de trabalho


É notável o progresso realizado no mercado de trabalho, que explica o aumento da renda do trabalho. No ano passado, apesar da crise mundial, 483 mil trabalhadores foram formalizados, o que significou alta de 1,5% em relação a 2008. Ao todo, 32,4 milhões de empregados tinham carteira assinada em 2009, 59,6% do total, excluídos os trabalhadores domésticos, outros 28,2% não tinham carteira assinada, e 12,2% eram militares e funcionários públicos. O número é recorde. Na época de FHC mais de 50% dos empregados não tinham carteira assinada.

Se comparado a 2004, o contingente de pessoas empregadas com carteira cresceu 26,6%. No mesmo período, o total de trabalhadores aumentou 16,7%. A Pnad mostra ainda que 53,5% dos trabalhadores contribuíam para a previdência em 2009. Cinco anos antes, essa proporção era de 46,4%.

Crianças e adolescentes


O número de crianças e adolescentes que trabalham no país vem caindo nos últimos anos, mas no ano passado ainda havia 4,2 milhões de trabalhadores brasileiros com idade entre cinco e 17 anos, o que significa nível de ocupação de 9,8% do total das pessoas nessa faixa etária. Em 2008, esse número era de 4,4 milhões (10,2% do total).

Segundo dados históricos da Pnad, desde 1995, o percentual de crianças ocupadas entre cinco a nove anos caiu de 3,2% para 0,8% do total. Já entre os trabalhadores de 10 a 14 anos, o percentual desceu de 18,7% para 6,9%. Dos adolescentes de 15 a 17 anos, a média caiu de 44% para 27,4%.

Domésticos


O IBGE identificou 7,2 milhões de trabalhadores domésticos no ano passado, acréscimo de 9% frente a 2008. Ao mesmo tempo, o número de trabalhadores da categoria, com carteira assinada, apresentou expansão de 12,4%, ou 221 mil empregados a mais. De 2004 a 2009, houve aumento de 11,9% no contingente de trabalhadores domésticos. Em igual período, avançou 20% o total de empregados domésticos com carteira.

O contraste entre as realizações do governo Lula e a herança neoliberal do tucano FHC salta aos olhos. Mas a persistência de antigos problemas, como o analfabetismo e a dimensão arrepiante da desigualdade, indica será preciso avançar muito mais para construir uma nação mais justa, próspera e solidária.